Desafios operacionais e gerenciais de importação por fundações de apoio
A cota de importação é uma ferramenta estratégica para viabilizar a aquisição de bens destinados à pesquisa científica e tecnológica com isenção de tributos. No entanto, a redução do valor disponível e a concentração regional da cota — especialmente no Sudeste — colocam desafios importantes para as fundações de apoio. A mesa explica a lógica operacional do processo e aponta caminhos para qualificar a atuação das fundações, promovendo maior equidade e eficiência no uso dos recursos.
Valeska Medeiros da Silva
Coordenadora de Credenciamento à Importação e Incentivo Fiscal no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
Atualmente, é doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Sua pesquisa foca nos impactos da política de incentivo fiscal para a importação de produtos destinados à ciência no Brasil, abrangendo o período de 2017 a 2022.
Mudanças Regulatórias em C&T: Estratégias para Fundações de Apoio
Nos últimos anos, o ecossistema de Ciência, Tecnologia e Inovação tem passado por transformações importantes no seu marco legal. Esta mesa promove um diálogo entre especialistas da área jurídica e gestoras institucionais para compreender os impactos dessas mudanças no cotidiano das fundações de apoio. A partir de diferentes perspectivas – advocacia pública, Ministério Público e gestão da inovação – serão discutidos desafios, interpretações e caminhos possíveis para que as fundações de apoio se posicionem estrategicamente diante do cenário regulatório em constante evolução.
Bruno Portela
Advocacia-Geral da União – AGU
Procurador federal e ex-Secretário Nacional de Inovação e Micro e Pequena Empresa, tem forte atuação na modernização do Estado e no marco legal da inovação. É uma das principais vozes na interpretação e implementação da legislação voltada à ciência, tecnologia e inovação no setor público.
Ministério Público do Rio de Janeiro – MPRJ
Promotor de Justiça com experiência na área de defesa do patrimônio público e de políticas públicas. Atua no acompanhamento de parcerias entre instituições públicas e fundações de apoio, com foco na legalidade, eficiência e controle social dessas relações.
José Marinho Paulo Júnior
Juliana Crepalde
Coordenadora executiva do Centro de Tecnologia da Informação e Transferência de Inovação da UFMG
Especialista em propriedade intelectual, transferência de tecnologia e políticas de inovação, atua diretamente com as demandas regulatórias que envolvem a universidade, empresas e fundações de apoio.
Gestão documental nas fundações de apoio: transparência, sustentabilidade e desafios na preservação da informação
A mesa abordará a importância estratégica da gestão documental para garantir transparência, sustentabilidade institucional e preservação da memória nas fundações de apoio. Serão discutidas boas práticas de organização, guarda e acesso à informação, os desafios decorrentes da transformação digital, os riscos legais da má gestão documental e os caminhos para garantir a integridade e a longevidade dos documentos — físicos e digitais. Ainda será discutida a relevância da atuação integrada entre áreas como gestão de documentos, prestação de contas, jurídico, tecnologia e compliance.
Mariana Batista
Coordenadora do curso de Arquivologia da UFMG
Historiadora e doutora em CIência da Informação, tem experiência consolidada na área de Arquivística, com ênfase em gestão de documentos, avaliação e classificação documental, bem como no tratamento de massas documentais acumuladas. É professora adjunta da Escola de Ciência da Informação da UFMG, onde coordena o ao curso de graduação em Arquivologia.
Supervisora do Serviço de Documentação da Funcamp
Arquivista, atua na Funcamp com foco na gestão documental. Lidera projetos como SIGAD, Tabela de Temporalidade, digitalização de acervos e Plano de Classificação Documental, atualmente desenvolvidos no Núcleo de Infraestrutura Operacional, com apoio do Serviço de Documentação.
Liane Carolina Bohn Chaves
Flavia Andrade
Coordenadora de Gestão de Documentos da Fundep
Historiadora e arquivista pela UFMG, atua na área de arquivos desde 2016. Na Fundep, reestruturou o setor e implementou o programa de gestão documental. Participa do Comitê de Segurança da Informação, contribuindo para a adequação à LGPD, e desenvolve ações de preservação da memória com uso de IA e digitalização.
Horário
10h30 às 12h
Monique Ferraz
Mediação
Supervisora de Arquivos da Fiotec
Atua na Fiotec como responsável por projetos de reestruturação da área de Arquivo.
Com base em sua ampla produção teórica e prática, Jorge Duarte vai provocar reflexões e apontar caminhos para tornar a comunicação uma aliada da gestão, da transparência e do posicionamento institucional.
Jorge Duarte
Presidente da Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública) e analista da Embrapa
É autor organizador de mais de 25 livros, a maioria relacionados à Estratégia, Comunicação, Metodologia, Assessoria de Imprensa e Comunicação Pública. Pesquisador colaborador da UnB, é professor de pós-graduação na PUCMinas e no UniCeub-DF. É analista de Comunicação na Embrapa onde foi coordenador de Jornalismo, coordenador de Comunicação em Ciência e Tecnologia, gerente de Comunicação Estratégica e assessor da Presidência. Atuou na Secom da Presidência da República (2004-2012) onde foi coordenador do Programa de Atualização em Comunicação de Governo, assessor especial e diretor do Núcleo de Comunicação Pública.
Horário
10h30 às 12h
Tacyana Arce
Mediação
Assessora de comunicação e Marketing da Fundep e docente UNIBH/UNA
Formas alternativas de arrecadação de recursos para Fundações
de Apoio
A mesa abordará estratégias inovadoras e sustentáveis para a diversificação das fontes de arrecadação de recursos por fundações de apoio. Serão apresentados exemplos práticos de geração de receita, incluindo iniciativas empreendedoras, experiências disruptivas e produtos com forte apelo cultural e regional. A discussão pretende inspirar novas abordagens para a sustentabilidade financeira das instituições, destacando como a criatividade e o aproveitamento de vocações locais podem fortalecer a atuação das fundações no apoio à pesquisa, ensino e inovação.
Rafael Visibelli Justino
Diretor Executivo da Fundação de Apoio Universitário (FAU/UFU)
Atua na captação de recursos, transferência de conhecimento e fortalecimento de parcerias estratégicas. Liderou a reestruturação administrativa da FAU, ajudando a instituição a superar uma crise financeira e de reputação. Implementou processos eletrônicos e um Programa de Integridade, promovendo eficiência, transparência e resultados sustentáveis.
Diretor-Presidente da Fundação Arthur Bernardes (Funarbe)
Coordenador da Rede Mineira de Propriedade Intelectual (RMPI) e integrante da Comissão Permanente de Propriedade Intelectual da UFV (CPPI) e do Núcleo de Inovação Tecnológica da UFVatua no NIT/UFV, é professor do Departamento de Administração e Contabilidade da UFV, no qual leciona e pequisa temas que relacionam organizações, inovação e desenvolvimento emetodologias de pesquisa aplicadas à Administração.
Rodrigo Gava
Carlos Lopes
Diretor Executivo da Fundepar
Responsável pela gestão estratégica, operacional e financeira das empresas do portfólio Fundepar, impulsionando seu crescimento e alinhando os resultados aos objetivos dos investimentos. Conselheiro do BiotechTown, um hub de inovação voltado para biotecnologia e ciências da vida.
Horário
14h às 15h30
Bruno Portella
Mediação
Coordenador de Prospecção e Oportunidades da Fundep, com atuação também nas Relações Institucionais e Governamentais da Fundação
Gestão de projetos com especificidades: aprendizados a partir da cultura
A gestão de projetos culturais é marcada por desafios que extrapolam o cotidiano de outras áreas. Exigências legais e operacionais — como obtenção de autorizações específicas, execução em prazos restritos frente a variáveis externas e contratação de serviços em localidades com pouca oferta regularizada — impõem a necessidade de soluções criativas e seguras para garantir a conformidade e a boa execução. Nesta mesa, a partir da experiência da gestão cultural, serão discutidas estratégias e práticas que podem inspirar gestores de diferentes áreas que também enfrentam contextos complexos e singulares em seus projetos.
Sibelle Costa
Diretora do Espaço do Conhecimento da UFMG
Economista, doutora em Economia e professora do Cedeplar-Face/UFMG. Atua em pesquisa, ensino e extensão na economia social, economia popular urbana, economia social e solidária, economia da cultura. Coordena o Grupo Colmeia, da Face/UFMG, que desenvolve ações junto a iniciativas econômicas populares na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Pró-Reitor de Cultura da UFMG
Também é professor de Teatro na mesma instituição. Doutor e mestre pela Unicamp, com pós-doutorado na Sorbonne Nouvelle (França) e estágio na CUNY (EUA). Atua nas áreas de teatro, performance e políticas culturais. Foi diretor da Ação Cultural da UFMG, presidente da ABRACE e pesquisador do CNPq. Também é diretor teatral e tem forte atuação na gestão cultural universitária.
Fernando Antônio Mencarelli
Pedro Amaral
Presidente da Fundação Rodrigo Mello Franco de Andrade
Professor Adjunto da UFMG e Pesquisador Associado do Center for Spatial Data Science da Universidade de Chicago, com Ph.D. em Land Economy pela Universidade de Cambridge. Sua pesquisa foca em planejamento urbano e regional, especialmente em econometria espacial e disparidades regionais.
Pilares da Transformação Digital: Inspirações para Fundações de Apoio
Por onde começar uma transformação digital? Quais são seus pilares fundamentais? Nesta palestra, Constantino Seixas Filho apresenta uma perspectiva prática sobre os elementos estruturantes da transformação digital — cultura, processos, tecnologia e pessoas — a partir de experiências desenvolvidas com empresas dos setores de mineração, metais, petróleo e manufatura. A proposta é oferecer uma visão provocativa e inspiradora, que permita às fundações de apoio estabelecerem paralelos e identificarem oportunidades de inovação em seus próprios contextos institucionais.
Prof. Carlos Henrique de Morais Bomfim
Consultor em transformação digital
Tem doutorado no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Minas Gerais (2005). Atuou por 37 anos na área de instrumentação, automação e controle de processos da Petrobras, incluindo desde projeto básico de processo até o acompanhamento operacional de sistemas de controle e informação, incluindo as fases de projeto de detalhamento, construção, montagem, testes, comissionamento, partida, manutenção e integração de sistemas de controle e de informação de processos. A experiência profissional inclui projeto, modelagem, instalação e operação de sistemas de controle multivariável, desenvolvimento de sistema MES aplicados à indústria de processo. Atualmente é professor voluntário da Universidade Federal de Minas Gerais. Tem experiência na área de Engenharia Elétrica, com ênfase em Automação Eletrônica de Processos Elétricos e Industriais.
Horário
14h às 15h30
Walmir Caminhas
Mediação
Diretor da Fundep e professor titular do Departamento de Engenharia Eletrônica da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)